quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Kiss You - Primeira Temporada - Capítulo 1

eu Nome ON

Antes de lerem, um aviso! Não me comprometo se minha história for muito sem noção e sem sentido pra você. Nem eu mesma sei como ela começa e como ela termina, só sei que foi assim e que começa comigo trancada no meu quarto e com um idiota espancador de portas alheias...

 - (S/N)?! - meu querido irmão (notaram a ironia?) gritou e então fingi que não escutei e voltei ao meu estado natural. Ou seja, vegetando numa dancinha escrota e sem sentido ao som de Happily. Enquanto isso, do outro lado da pobre porta do meu quarto, ele estava batendo, leia-se esmurrando-a. Coitada, tadinha, hen-hen... - Abaixa essa droga de música!
 Ouvi ele resmungar mais um pouco, então ele bateu novamente e ele gritou o nome mais lindo e maravilhoso do mundo aos ouvidos do meu amado Zayn Malik:
 - (S/N)!!!
 Aumentei o som e ele recomeçou a gritar de novo, e eu claro, a dançar. Quem mandou ele zoar comigo no colégio. Eu sou a irmã mais nova, a regra é simples e clara: "irmãs mais novas atormentam, irmãos mais velhos pedem pra sair!".
  • BENJAMIN, também conhecido como BEN, o idiota do meu irmão — Sou obrigada a chama-lo assim desde que o conheci na maternidade. Tornou-se meu pior inimigo aos três anos quando me deixou amarrada a um poste durante uma chuva horripilante com direito a raios, relâmpagos e trovões. Fato que trouxe traumas incuráveis. Convivemos juntos praticamente vinte e quatro horas por dia, e isso o faz a pessoa mais determinada do mundo. Acredite, me aguentar durante cinco horas não é fácil, quem dirá vinte e quatro. - Porém, como nada é perfeito, nossas brigas diárias se resumem em: acordar um ao outro na base do espancamento, disputas para ser o primeiro a tomar banho, correr para pegar o ônibus para ir ao colégio, dividir as sobras do almoço da vovó, irritar os primos e implicar por qualquer coisa durante o resto do dia.

 De repente ouvi passos na escada. Só poderia ser nossa mãe, que devia ter acabado de chegar da casa da vovó que é... digamos, aqui do lado, e pela voz da dona Eliana, deduzi que ela havia subido para ver o que estava acontecendo com pobre coitada da minha portinha que era espancada pelo ridículo do meu irmãozinho.
 - O que está havendo por aqui, Ben? - minha mãe perguntou, e pelo tom de voz dela, sabia que ela estava bem irritada. Como eu não sou nada curiosa, encostei o ouvido na porta para ouvi no que ia dar.
 - Ah, oi mãe! - ouvi ele bocejar. De novo o truque de fingir que estava com sono. - Estou tentando fazer com que a (S/N) abaixe esse som. Preciso dormir.
 - Benjamin, ainda são sete horas da noite - minha mãe falou.
 É claro que ela não ia acreditar nele, afinal, o Ben pode até saber mentir, mas ele nunca dorme dessa hora, pelo contrário, é nessas horas que ele sai com os amiguinhos para jogar futebol, porque nem capacidade de arranjar uma garota pra dar um pegas (essa ficou boa...) ele tem.
 - Mas, mãe... - ela o interrompeu.
 - Ben, deixe a sua irmã! - E foi nessa parte que minha história realmente começou. Quando achei que ela iria embora agora, me enganei. Minha mãe continuou a falar. - Antes que eu me esqueça, façam as suas malas. Nós vamos viajar para Londres amanhã.
 Abri a porta do quarto na mesma hora e quase ao mesmo tempo em que desliguei a música.
  • ELIANA, conhecida por todos como minha mãe. Nada a declarar, a não ser que nunca, jamais, em hipótese alguma conte segredos cabeludos se não queira que eles sejam revelados. Ah, e seus olhos veem tudo, até o que você fez no verão passado.

 - O que?! – Ben e eu perguntamos juntos. Leia-se, eu animada e meu irmão #chateado (amo colocar hashtag nessa palavra).
 - Quer que eu repita? – minha mãe perguntou se virando até ficar de frente para a gente. - Façam suas malas porque amanhã iremos para Londres.
 Posso acrescentar que essa foi a melhor notícia que havia recebido na vida até aquele momento. Mas acho melhor começar dizendo que ao longo da minha vida esse tinha sido um dos momentos que mais desejei que se tornasse real, talvez o maior de todos. *pausa pra cena dramática* Pra começar, eu sabia muito bem o motivo de estarmos indo para Londres, e segundo, eu não sou muito chegada no abelhudo que é exatamente o motivo de irmos morar em outro país. Nunca fui uma ótima enteada, poderia se considerar que eu tentava apesar de todas as tentativas de suborno e quase assassinatos, e isso tornava as coisas complicadas... Complicadas pelo simples fato de que minha mãe amava mesmo o meu padrasto e que ele queria ela morando com ele em seu país.
 Nesse momento em que descubro que o sonho da minha vida estava pertissimo de se realizar, eu poderia estabelecer três estados para reagir como uma boa louca:
  1. Gritos excessivos.
  2. Desmaio de cinco minutos, ou menos.
  3. Consumo excessivo de chocolate.

 Porém, a prática foi bem diferente do que o meu sonho de quase quatro anos.
 Eu só... duvidei. Ah, e depois surtei ou não?
 - Sério? - perguntei sem acreditar... Isso seria mais do que perfeito. Mais perfeito que o Louis conseguir encontrar um pombo para chamar de Seu Kevin vivo, que Niall dividir sua comida comigo, que Zayn me achar mais bonita que ele, que Liam me ensinar a jogar playstation e não tentar me matar depois que eu voltasse a mim alimentar com colheres. Ah, e o Harry, hã, vocês sabem... (dá pra entender agora o quanto que seria perfeito?) - Que per-fect, eu vou conhecer a One Direction! - falei animada demais, arriscando uma dancinha maluca, e sem me importa com o motivo dessa viagem mesmo.
 O Ben me ignorou e começou com suas reclamações básicas do dia a dia.
 - Mãe... Eu tinha jogo amanhã, você não pode adiar por mais duas semanas?
 - Não mesmo, futebol também tem em Londres e o James já comprou as passagens. Vamos amanhã e pronto.
 - Mas, mãe...
 - Sem argumentos de novo Benjamin e vá arrumar suas malas.
 Ela se virou novamente e desceu as escadas, e sem dá chances mais nenhuma chance do Ben argumentar. Ele então virou-se para mim, furioso só pra constar.
 - Estou aqui há meia hora batendo nessa porta para fazer você abaixar essa porcaria de musica e aí a mãe vem e fala meia dúzia de palavras e você abre a porta correndo.
 - Eu acho que você não ouviu o que ela falou.
 - Ouvi muito bem. - ele bufou.
 - Então melhore essa cara. Nós vamos para Londres! - gritei e entrei no quarto batendo a porta na cara dele, e voltando a ligar a música no último volume.
 Isso vai ser perfeito, ou melhor, quase. Tirando o fato do casamento da minha mãe não iria demorar a sair, que eu esteja me afastando das minhas melhores amigas, que eu não vou mais ter sol, praia e brigadeiro. Ah, que eu não ia mais poder assaltar a geladeira do vizinho e nem de me casar com o Caio Castro, agora eu tenho a minha chance, eu posso conhecer ele, ou melhor, eles, os meus maridos, amantes e namorados.


 Acordei e olhei para o relógio ao lado da minha cama. Eram cinco e meia da manhã. Levantei, tomei um banho, só assim para me fazer ter disposição de manhã. Coloquei uma calça jeans, meu all star vermelho favorito e minha blusa branca com estampa do Mickey e Minnie (Ah, fazer o que? Estava com preguiça de escolher uma melhor e adoro a disney... ainda). Procurei por uma jaqueta, e acabei colocando a primeira que encontrei. Penteei meus longos cabelos castanhos escuros e apenas delineei meus olhos com um lápis preto para destaca-los e pus um pouco de gloss nos lábios.
 Pra quem sacou, eu surtei cinco minutos depois que minha mãe contou aquilo. Perguntem ao senhor Rodrigues, juro que foi meio sem querer quando gritei no ouvido do pobre velhote já surdo. Pular da janela foi meio exagerado, admito, mas eu não devia ter gritado e pulado sobre ele... Eu acho que com isso, nem o padre me perdoa.
 Sai do meu quarto e desci a escadas com cuidado... Ah, vocês se perguntaram agora, por que com cuidado?
 Bom, digamos que eu seja um pouco distraída e desastrada. Ah, e também tenha um sério problema de não consegui me manter equilibrada por muito tempo. Estou sendo exagerada? Conviva comigo por no máximo 2 horas e verá que não estou fazendo drama.
 Mas se não estiver a fim de se tornar alvo da minha falta de sorte (se considerar que eu tenha alguma...), então pense numa garota distraída e desastrada, multipliquem ela por 10 e vocês terão a.... mim, claro. Acreditou? Então, valeu por que eu sou isso mesmo, (S/N), a garota desastre.
 Ainda eram seis horas, teria ainda quarenta minutos de bobeira até sairmos para o aeroporto, mas justamente hoje no final da escada, ela quis se despedir de mim e tomei meu tombo tradicional.
 Entrei na cozinha já a procura de gelo para um filhote de galo (raridade no meu caso, já que é sempre uma fazenda e enormes) que surgia, e minha mãe já estava terminando de preparar o café da manhã.
 - Bom dia, mãe!
 - Bom dia filha, acordou cedo.
 - Pois é, afinal daqui a pouco Londres não é? - peguei o saco de gelo e ela ignorou o fato já acostumada.
 - Seu irmão já acordou? - minha mãe perguntou.
 Apoiei a cabeça nas mãos e assenti negativamente. É lógico que ele não acordou, ele nem mesmo arrumou as malas.
 Minha mãe ligou a pequena televisão que havia na cozinha e estava passando um programa de fofocas, e na mesma hora, apareceu ele, meu tudo naquele momento, Zayn Malik saindo de um hotel com a Perrie, assim que ele colocou os pés na calçada, foi rodeado por minhas irmãs.
 "- Um autógrafo!!
 - Uma foto, por favor!!
 - Calma meninas! Tem Malik para todas.”
 "Eu queria que você fosse só para mim", pensei e imaginei como seria se fosse eu tirando aquelas fotos do lado dele. 
 - Droga, mãe... Não tem nada melhor passando na TV? Coloca no jogo de ontem. - o Ben entrou na cozinha com uma cara de sono, milagrosamente estava pronto para sairmos, ou quase se você considera andar pela calça com uma calça que só faz cair e sem camisa.
 Ela mudou de canal e estava passando Ana Maria Braga, e é obvio que nenhum de nós teríamos voz enquanto minha mãe assistia esse programa de culinária.
 - Sabe mãe, eu estava pensando... - Ben começou a enrolar e minha mãe colocou uma tigela de cereal pra ele. Pois é, o bebezinho do meu irmãozinho ainda tem comidinha na boquinha.
 - Você pensando, Ben? Mãe, desliga o gás que os neurônios dele vai pegar fogo.
  - Idiota! - ele me beliscou.
 - Grosso! - pisei no seu pé.
 - Baranga! - ele puxou meu cabelo.
 - Filho da...
 - (S/N)! - minha mãe me deu um olhar frio, e sabia que se eu continuasse, iria viaja debaixo de uma pela surra (que isso minha gente, é só modo de falar, minha mãe é um amor comigo, menos quando eu a incluo involuntariamente numa das minha rotineiras discussões com meu irmãozinho).
 - Filho da melhor mãe do mundo - soltei um beijo para ele e fiz sinal que iria me calar para minha mãe.
 Ben recomeçou a falar, mas sempre olhando de lado para verificar se eu iria atrapalha-lo de novo.
 - Mãe, sabe como é... Bem ("É seu nome", pensei.), é que eu pensei que talvez, apenas talvez... - minha mãe respirou fundo e olhou bravo para o Ben, ela odiava quando ele ficava enrolando demais. - Bom, que você pudesse me deixar ficar na casa da vovó até o casamento, e...
 - Sem chance. Nós vamos para Londres e é agora, vista uma camisa e termine de comer e vá pegar sua mala. Vocês vão amar a casa nova, a escola.
 Nossa mãe falava como se fossemos duas crianças de 5 anos que não quer ir no dentista por que tem medo daquele zumbido dos infernos. Ben faz uma careta.
 - Mãe... Eu posso ser filha única uma vez na minha vida? Deixa ele aqui e vamos aproveitar tudo lá?
 - Cala a boca, você nem gosta do James - mostrei a língua para ele e ele fez o mesmo. Infantilidade na adolescência é outro nível.
 - Não, (S/N). E Benjamin, vá agora fazer o que lhe mandei ou... - meu irmão bufou, mas subiu na mesma hora. Ele sabia muito bem o que significava aquele "ou". Sorri dele, mas assim que encarei minha mãe de novo, ela estava com os braços cruzados e sabia que iria sobrar para mim.
 Me virei para sair da cozinha.


(No Aeroporto, e ainda no Brasil...)
 - Voo 196 para Londres. Embarque na plataforma 4.
 - É o nosso voo. - Minha mãe disse. Graças a Deus ela não estava chorando, ainda.
 Minha avó veio se despedir de nós no aeroporto.
 Abracei minha avó, logo depois que ela ficou beijando o rosto do meu irmão. Ela era a melhor vó do mundo, não cozinhava muito bem, sempre esquecia a importância do sal, mas era sempre ela que me ajudava a fugir para a casa das minha amigas quando minha mãe me colocava de castigo. E isso é de máxima importância na vida de uma garota de 17 anos que merece aproveitar o melhor do que lhe resta de sua adolescência prisioneira, afinal, não dizem que o que é proibido é mais gostoso.
 - Comporte-se, viu? - ela brincou e me deu um abraço forte.
 - Vou sentir saudade, vóinha - nosso jeito meigo de chama-la.
 - Também vou sentir saudade de vocês. E tenha juízo!
 Por que TODOS os adultos insistem em mandar eu ter juízo? Até parece que eu sou tão irresponsável assim. Tudo bem que uma vez eu matei 5 peixes porque esqueci de alimentar, mas eu tinha apenas 10 anos, que fique registrado.
 Minha vó me desabraçou e ela me desabraçou e prendeu minha mãe num longo abraço. Quando não dava mais, elas se soltaram e eu fui seguindo com minha mãe e meu irmão para o embarque.
 "Londres,aí vou eu!", pensei,comigo mesma.


(Finalmente em terras Britânicas)
 Depois de 11 horas de viagem muito calmas, ou quase... (Tirando o fato que infelizmente fui obrigada a ficar sentada o voo inteiro do lado do Ben que apagou umas cinco vezes e roncou no meu ouvido por horas), mas o importante mesmo é que foi um voo sem nenhuma turbulência, (graças a Deus, pois se ocorresse uma, eu quebraria o Ben de tanto aperta-lo, e provavelmente faria um escândalo) aterrissamos em Londres.
 Eu não aguentava mais aquele senhor ‘adorável’ roncando ao meu lado, mesmo com os fones de ouvido e ouvindo repetitivamente a minha playlist nada variada com One Direction e só, a situação estava complicada.
 Eu, minha mãe e o retardado do Ben, pegamos nossas bagagens, e seguimos ao aeroporto, onde o James nos esperava com uma plaquinha: “Futura família Brand (quase Bond, James Bond...), sejam bem vindos a Londres”.
  • JAMES, meu infelizmente futuro otário padrasto - Trabalha com alguma coisa que não sei o que é. É inglês (nossa, sério mesmo (S/N), pensei que ele fosse alemão...), come que nem um condenado e nunca se mancou que não tem talento para comediante. Apesar de não me dar muito bem com ele pelo simples fato que eu não tenho e não quero ter um pai, ele não sacou isso ainda e vive se metendo na minha vida sendo que ele nem mesmo casou com minha mãe ainda, eu não podia negar que só ele conseguia fazer minha mãe feliz de verdade. Mas não admito isso nem sobre tortura, juro!

 James claro, logo deu um beijo nada discreto na minha mãe e por fim, deu um abraço apertado em mim e no Ben ao mesmo tempo. Sabe aquela regras de física (ou é química? Sei lá, nunca fui boa nessas duas matérias mesmo...) que dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo? Pois é, o James a quebrou a muito tempo, desde que nos conhecemos, ele consegue provar que três ou mais corpos podem habitar o mesmo espaço sempre que ele estiver presente.
 - Que saudades de vocês! - James nos coloca no chão. - E então, vamos?
 - Claro, amor - minha mãe respondeu feliz.
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Hey, Liamdas, espero que tenham gostado do primeiro capítulo de Kiss You.Em breve teremos mais e mais! Malikisses!!!! *---*